Mário de Andrade, Girassol da madrugada: a memória dos amores
Girassol da madrugada
Teu dedo curioso me segue lento no rosto
Os sulcos, as sombras machucadas por onde a vida passou.
Que silêncio, prenda minha... Que desvio triunfal da verdade,
Que círculos vagarosos na lagoa em que uma asa gratuita roçou...
Tive quatro amores eternos...
O primeiro era moça donzela,
O segundo... eclipse, boi que fala, cataclisma,
O terceiro era a rica senhora,
O quarto és tu... E eu afinal me repousei dos meus cuidados
Perante o outro, o eu lírico revela, na força das memórias evocadas, a
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O eu lírico enumera os amores do passado e chega ao presente. Como ele se sente diante do amor atual?
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Prova original (INEP) LP-IN-02 · Relacionar informações do texto para inferir sentido