Cornélio Penna, Fronteira: os olhos de Maria Santa
Mas seu olhar verde, inconfundível, impressionante, iluminava com sua luz misteriosa as sombrias arcadas superciliares, que pareciam queimadas por ela, dizia logo a sua origem cruzada e decantada através das misérias e dos orgulhos de homens de aventura, contadores de histórias fantásticas, e de mulheres caladas e sofredoras, que acompanhavam os maridos e amantes através das matas intermináveis, expostas às febres, às feras, às cobras do sertão indecifrável, ameaçador e sem fim, que elas percorriam com a ambição única de um “pouso” onde pudessem viver, por alguns dias, a vida ilusória de família e de lar, sempre no encalço dos homens, enfebrados pela procura do ouro e do diamante.
Ao descrever os olhos de Maria Santa, o narrador estabelece correlações que refletem a
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Ao falar dos olhos de Maria Santa, o narrador viaja para o passado. Que tipo de experiência dos antepassados ele relembra?
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Prova original (INEP) LP-IN-02 · Relacionar informações do texto para inferir sentido