Brasília -

Vinicius de Moraes


VINICIUS DE MORAES - SONETO DO AMIGO

Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.


É bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.


Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com o meu próprio engano.


O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica...

www.professorjailton.com.br - 2010
Todos os Direitos Reservados
leonardomiranda

Buscar


Galeria de Fotos

Ver galeria - Iese aqui.

Ver galeria - Cem1 aqui.

Galeria de Fotos Galeria de Fotos Galeria de Fotos Galeria de Fotos Galeria de Fotos

Enquete

Você aprova o novo acordo ortográfico?


Sim
Não
Tanto faz